Alimentação consciente.

Há muito tempo tenho o hábito de observar os rótulos do que tiro da prateleira. No caso dos alimentos observo principalmente os ingredientes. As vezes perco o apetite diante de tantos “antes”. São corantes, estabilizantes, emulcificantes, conservantes, cujos nomes parecem vindos de algum tipo de dialeto alienígena. Quando isso acontece coloco o produto intacto na prateleira. Menos uma porcaria na minha vida. E olha que eu nem sou radical… O que significa que eventualmente diante de um desejo esdrúxulo eu posso até COMEteR um Big Mac. Se você presenciar essa cena me pega no colo porque eu devo estar meio deprê e sem o domínio completo das minhas faculdades mentais. Mas passa. E rápido.
Pra mim, o alimento mais saudável é aquele que não passa por industrialização. Ou que passa o mínimo possível. Não é a tôa que médicos e nutricionistas vivem insistindo para incluirmos mais frutas, verduras e legumes em nossa alimentação. E de preferência optar pelos alimentos integrais que, como o próprio nome diz, estão do jeitinho que foram criados pela natureza. Ok, isso todo mundo já sabe.
Um fator interessante para se observar em um rótulo é o local de origem do produto. Quanto mais próximo a sua cidade ele tiver sido produzido, menor foi a distância que ele percorreu até chegar a você. Ganha-se suas vezes: o alimentos estará mais fresco e terá sido necessária uma quantidade menor de combustível para o seu transporte. Menos gás carbônico na atmosfera. A natureza agradece. E os seus netos também!

Sobre consumo consciente.

Tá na moda. Todo mundo já ouviu falar em consumo consciente. Mas e daí? O que significa isso na prática? O ser humano é, por natureza, consumista. Consumimos alimentos, roupas, livros, música, arte, cultura e tecnologia. Isso sem falar no monte de inutilidades que estão nos oferecendo o tempo inteiro através de todos os meios de comunicação que existem na atualidade. Consumimos idéias. Consumimos conceitos.Então, para me ater a parte mais prática desse conceito, vamos pensar no consumo de bens e produtos.
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O consumo é consciente quando levamos em conta o impacto social, ambiental, econômico e cultural causados pelo ato de consumir. A origem do bem ou produto, o meio de produção e matéria prima utilizados, entre outros fatores. Toda vez que você abre a carteira para adquirir qualquer coisa, no que está pensando? Moda, status, conforto, qualidade, necessidade? Creio que o principal fator de escolha deva ser a necessidade real desse bem ou produto na sua vida, agregando-se  conforto e qualidade, nas proporções cabíveis. O resto é supérfluo. Refletir sobre os motivos e necessidade que levam ao consumo é uma das coisas mais importantes. Mas isso é só um primeiro passo.