Percepções dos primeiros movimentos

Sempre gostei de viajar sem pressa, me hospedando na casa das pessoas locais ao invés de hotéis, pousadas ou campings, conhecendo o dia a dia do lugar pelo olhar dos seus moradores, visitando os lugares que os turistas não vão. Quando comecei a planejar o roteiro do Destino Sustentável, percebi que para cobrir o Brasil em um ano eu não poderia passar mais do que trê ou quatro dias em cada lugar. Como sou muito metódica, pensei que seria assim, mas mal comecei e já sinto que tenho que respeitar minha natureza, abrir mão de prazos tão apertdos e conhecer o que for possível com mais profundidade… Quero ficar um pouco mais em cada lugar e bastante mais em alguns lugares. Quero me reconectar ao meu tempo interno e ao movimento natural da vida, deixando que ela me surpreenda pelos caminhos! E se não cabe o Brasil inteiro em um ano, que a viagem dure mais de um ano ou que caiba o Brasil possível!

Também no início dos planos essa viagem seria feita de motorhome (idealmente) ou de carro (mais realisticamente…), mas tivemos que abrir mão desse recurso, ou seja, vender o carro, para viabilizar os movimentos, por mais contraditório que pareça… Estamos viajando de carona, ônibus, táxi, avião e todos os meios de transporte possíveis e viáveis. Um dia desse o Kaiuá falou que a gente devia arrumar uma mula… Mas sinto que, com toda a bagagem, já reduzida ao máximo e absolutamente necessária para dar conta da proposta, não teremos um fôlego muito longo para esse formato. Ao invés de caroneiros, seremos do time dos que dão carona! Em breve, quando for possível.

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