Das dificuldades do caminho

Foto: Vinícius Palermo

Hoje eu recebi um e-mail de um querido amigo, companheiro de Gaia, apoiador e colaborador do Destino Sustentável, além de clown e futuro andarilho, o Vinícius Palermo, com uma série de perguntas sobre as dificuldades da nossa jornada, quase uma entrevista! Decidi escrever sobre elas, pois imagino que ele não seja o único que tem curiosidade a esse respeito.

Quais foram as maiores dificuldades para você colocar em prática o sonho do DS?

As maiores dificuldades foram internas. Decidir seguir um sonho e deixar a “estabilidade” pra trás, sair da normose, não é tão simples.Tive que lidar com muitos medos. As pessoas me diziam que eu sou muito corajosa e eu não aceitava esse adjetivo. Se elas soubessem dos meus medos, eu pensava… Depois fui entendendo que coragem não é a ausência do medo, mas a capacidade de agir com o coração e seguir com medo e tudo. Das dificuldades práticas eu ressalto o planejamento financeiro e logístico. Como é difícil decidir por onde começar e qual roteiro seguir…

Quando sentiu que estava no caminho certo e seguindo o DS?

Desde o início. Quando eu decidi que iria realizar o projeto, da forma que fosse possível, eu senti uma força imensa. Sabia que era isso o que eu precisava fazer. Recebi muito apoio, vários sinais e sempre que eu desanimo ou fico abatida pelos percalços do caminho aparece alguém pra me apoiar e me dizer como o que eu estou fazendo é importante. Isso renova as minhas forças e eu sigo em frente.

Por onde já passaram? Como souberam dos lugares e fizeram o contato?

Até agora viajamos apenas pelo sudeste, principalmente por São Paulo. Os lugares foram surgindo no boca a boca, via internet, por indicação ou convite de amigos. Alguns contatos com lugares mais conhecidos, tentei fazer por e-mail, na maioria das vezes não tive um bom retorno. Os lugares que fluem bem são os que nos convidam diretamente e, acreditem, são muitos! Um lugar vai puxando o outro, é bem impressionante como isso acontece.

Quais desses lugares você mais gostou e por que?

Nossa! Essa é difícil! Cada lugar tem sua peculiaridade, é impossível comparar uma casa colaborativa em São Paulo, capital, com um bairro antroposófico no interior ou uma ecovila, por exemplo… Eu ressaltaria o Vale do Matutu, um lugar mágico, isolado no espaço e no tempo, mas preciso admitir que fiquei encantado com o movimento colaborativo urbano em Sampa também! Enfim, diversidade, sem preconceitos!

Dentre os lugares que visitou como funcionava a troca por estadia e alimentação?

Estadia é a parte mais tranquila. Decidi desde o início da viagem que não iríamos gastar com isso. Sempre procuro um contato com amigos ou amigos de amigos, mas tem também o couchsurfing, que já usei e o wwoof, que pretendo utilizar em breve. Só paguei estadia nas situações em que fiz cursos imersivos, que eu tinha que ficar hospedada no local. Nessas ocasiões sempre optei por camping, pra economizar. Alimentação é o nosso maior gasto na viagem, até porque eu estou viajando com meu filho de 11 anos que não é exatamente um exemplo de bom de garfo, isso dificulta um bocado. Se eu estivesse sozinha, conseguiria me virar por muito menos ou por quase nada.

Quais os próximos lugares que estão planejando visitar?

Na última formação que fizemos, fiz contato com várias pessoas da Bahia, o que reforçou nossa vontade de passar um tempinho lá, revendo família e amigos. Vamos visitar algumas comunidades e ecovilas e dar um apoio para alguns projetos que estão começando por lá. Em 2015 o Destino Sustentável terá novidades! Em breve compartilho com vocês!

Atualmente, quais as maiores dificuldades que estão enfrentando?

Eu poderia dizer que uma das maiores dificuldades é a questão econômica. O projeto ainda não se sustenta, embora estejam surgindo várias ideias criativas pra contornar essa questão, bem como apoio de muitas pessoas.

Outra questão, que está sendo ajustada, é o formato da viagem que está cansativo para nós dois o que desanima o Kaiuá. Estamos planejando conseguir um carro para dar continuidade e passar mais tempo em cada lugar ou definir uma base pra passar alguns meses por ano. Viajar é muito bom, mas voltar pra casa tem um valor inestimável!

Mas a maior dificuldade mesmo é o equilíbrio entre viver o momento e registrá-lo. Encontrar tempo e força para escrever. Manter a página atualizada, mesmo ficando dias sem conexão, ainda bem que tenho vários colaboradores pra isso! Ainda não me sinto satisfeita com o ritmo que estou conseguindo produzir. Quero escrever cada vez mais pra vocês, de forma que consigam realmente nos acompanhar na jornada!

Gostou de saber um pouco mais? Tem outras perguntas pra gente? Pode mandar! Ficaremos felizes em responder!

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