Coletor menstrual

Naqueles dias, daquele jeito, de chico, de boi, de bode, de paquete, incomodada, no fluxo, na lua, nas regras, regulada. São muitas formas de falar, muitos nomes, e muitas deles demonstram o preconceito, a distância e o silêncio que as pessoas mantém da menstruação. Embora se evite, há muito o que ser dito sobre o tema e ao contrário do que se pensa, não é um assunto do interesse apenas das mulheres.

Dentre todas as variações sutis de questões físicas, emocionais, mentais e, por que não, espirituais relacionadas a menstruação, eu escolhi me ater a mais concreta: o que você faz com o sangue, já que não nos é mais possível ficar em uma oca isolada, sangrando diretamente sobre a terra, em retiro meditativo? Eu confesso que adoraria ter essa opção, mas já fazem muitos séculos que minhas ancestrais usam algum tipo de absorvente.

Algumas mulheres mais velhas ainda se lembram, e contam com certo desprezo pelo passado, das toalhinhas que usavam antigamente. Se elas soubessem que os absorventes de pano voltaram ao mercado e o quanto são  mais confortáveis, higiênicos, saudáveis e ecológicos dos que os tais descartáveis… Mas dá um certo trabalho ficar lavando, embora acabe virando rotina, como lavar calcinha no banho. Eu entendo que muitas mulheres não consigam se readaptar a essa, digamos assim “tecnologia mais primitiva”.

Aprendemos desde a primeira menstruação a lidar com absorventes descartáveis, existem os internos, os externos, algumas variações de tamanho e pronto. Já há algumas décadas é assim. Você usa, tira, nem olha e joga fora. Dessa forma as mulheres conseguem manter uma “distância segura” do fato de estar menstruada. Se sentem mais limpas. Como se a menstruação fosse suja… Nem pensam pra onde está indo esse lixo e todo o resto que você produz.

O que é novidade, para mulheres de todas as gerações, ao menos aqui no Brasil, são os coletores menstruais. Ô invençãozinha incrível! O coletor menstrual é um copinho de silicone, um pouco maior e mais arredondado que um copinho de café descartável. Ele é introduzido no canal vaginal e fica ali preso por vácuo, coletando o sangue. Não vaza, não dói e não incomoda. Após algumas horas você tira, lava e coloca de novo. Simples e mais confortável do que qualquer outra coisa que você já usou e, de quebra, mas não menos importante: você deixa de produzir algumas quilos de lixos em absorventes descartáveis.

E não sou só eu que falo isso não! Dá só uma olhada nesse vídeo super divertido e informativo  da JoutJout:

Quando comecei a escrever esse texto (já faz mais de um ano) eu estava usando o coletor há alguns meses e andava super empolgada, querendo gritar pra todas as mulheres do mundo que elas precisam experimentar! Pode parecer uma mudança pequena, mas é muito poderosa e tem impactos que você nem pode imaginar!

Se todas essas vantagens não fossem o suficiente, nós temos mais um motivo pra você experimentar! Conseguimos um apoio do Inciclo, o primeiro coletor de fabricação nacional, para o projeto Destino Colaborativo. Na compra de um coletor Inciclo parte da verba será revertida para o projeto e você se torna uma colaboradora! Basta citar o código findhorn2015 na hora da compra. Mulheres do mundo, experimentem o coletor menstrual! Aguardamos seus depoimentos!

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