Bahia

Bahia, Bahia, Bahia que não me sai do pensamento… Já dizia Caetano…

Quando comecei o destino sustentável, com a inocente pretensão de viajar todo o Brasil em um ano, eu tracei um roteiro imaginário que passava por todos os estados do país. Era um movimento circular, que poderia começar em direção ao sul ou nordeste. Quem me conhece de perto sabe que naquela ocasião eu disse que não iria começar pela Bahia, pois corria o risco de nunca mais sair de lá. Pois é… Então…
Durante cerca de três meses percorremos o sudeste do Brasil, com exceção do Espírito Santo, e conhecemos iniciativas diversas e muitas pessoas incríveis que vocês já tiveram a oportunidade de ver por aqui.
Em dezembro fomos passar o final do ano com a família do Kaiuá, na Chapada Diamantina, e foi aí que a Bahia começou a me laçar novamente… Acabamos ficando quase três meses entre o Vale do Capão, Trancoso e arredores e não foi fácil ir embora, mas nós conseguimos! Só que não por muito tempo!
Eu pretendia seguir viagem e conhecer o sul do Brasil e todas as iniciativas que estão surgindo por lá. E olha que não são poucas! Além disso tinha que me concentrar na primeira viagem internacional do Destino Sustentável com o projeto Destino Colaborativo, idealizado pela minha amiga Patrícia Ribeiro enquanto eu estava na Bahia.
Mas a vida gosta de aprontar suas surpresas e mostrar que nós não estamos no controle absoluto das coisas! Pouco mais de 40 dias depois lá estava eu na Bahia novamente! Fui fazer um curso de aprofundamento no Dragon Dreaming, em um cantinho muito especial desse imenso estado chamado Serra Grande.
O curso foi muito bacana e rendeu um projeto super potente: a criação de uma rede de pais interessados em novas formas de aprendizagem. Realizamos um encontro com pais de toda a região sul da Bahia e alguns representantes de outras partes do estado na Ecovila Aldeia. A rede continua crescendo, se fortalecendo e em breve realizará seu segundo encontro. Movimento lindo de viver!
Mas isso não foi tudo! Além da Aldeia conheci Piracanga, fiquei três dias por lá, senti a força do lugar e percebi que é preciso muito mais tempo para compreender a complexidade socio cultural dessa polêmica ecovila. Recomendo a todos que pensam em conhecer e ouvem as informações pais diversas e extremas possíveis, como eu ouvia e ainda ouço, que façam uma visita, vejam com seus próprios olhos, sintam na pele e na alma. Cada experiência é única e o lugar pode lhe reservar gratas surpresas e muitas reflexões.
Passei também alguns dias com a minha grande amiga Natália, na sua fazenda Pura Vida, onde é produzido o chocolate Tiuá. Só alegria estar com essa irmã, viver o seu intenso dia a dia, contribuir um pouco com o trabalho que nunca acaba e comer muito chocolate! Essa experiência merece um post só pra ela que pretendo escrever em breve.
Por hora o que quero compartilhar com vocês não é uma grande novidade para quem me conhece: a Bahia me conquistou novamente… E o que isso significa? Vou parar de viajar? Acabou o Destino Sustentável? De forma alguma. Viajar está no meu DNA, sempre fez e sempre fará parte da minha vida. E o Destino Sustentável, como já falei pra vocês, está só crescendo, se multiplicando, ganhando novos e múltiplos rumos! Mas desde o início do ano sinto que nós precisamos de um porto, um lugar seguro pra voltar depois de grande aventuras, onde possamos plantar e colher, em muitos sentidos, um cantinho pra chamar de nosso. Sinto que eu encontrei esse lugar!
Em outubro estamos indo para um período de experiência, para uma imersão profunda, para uma viagem interna nessa longa jornada da vida. Na minha cabeça me programei para ficar seis meses por lá e entender se é isso mesmo. Claro que tudo muda o tempo todo, principalmente quando você se joga no fluxo da vida. Essa experiência faz parte da nossa caminhada rumo a um Destino Sustentável. Por isso compartilharei todas as novidades com vocês.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *