Lembranças com John Croft – Parte I

Hoje pela manhã, após finalizar diversas tarefas da rotina matinal, parei alguns minutos para terminar de ouvir o áudio do encontro de despedida do John Croft, criador da metodologia Dragon Dreaming, de Serra Grande, no ano passado. Abri o facebook pra dar uma espiada enquanto ouvia o áudio (ascendente em gêmeos, difícil fazer uma coisa só de cada vez…) e descobri que faz exatamente um ano que ele esteve aqui. 

As lembranças desse dia nos últimos anos são tão interessantes que me deu vontade de tornar o dia de hoje também especial e decidi que reativar o blog compartilhando com vocês um pouco das palavras do John, seria uma ótima forma de fazer isso. Dentre muitas coisas legais que ele fala nesse áudio, gostaria de iniciar com o convite que ele nos fez de se comprometer com esse votos:

 

“Eu me comprometo comigo mesmo e em frente a todos vocês aqui

Me comprometo diariamente

A cura do nosso mundo

E o bem estar e florescer de toda a vida

Eu vou procurar construir

Uma comunidade com compaixão e efetividade

Que vive de uma maneira mais leve e menos violenta

Na comida, nos produtos e na energia que consumimos

Eu vou conseguir força e guiança

Ouvindo a Terra

Nossos ancestrais

As futuras gerações

Nossa diversidade de culturas

E nossos irmãos e irmãs de todas as espécies

Que podem me ajudar a guiar o meu crescimento pessoal

Eu vou procurar apoiar outros

Que trabalham pelo mundo dessa forma

E eu não vou ter medo de sair da minha zona de conforto

E vou pedir ajuda quando eu precisar

Eu também vou buscar uma prática diária

Que clareie a minha mente

Fortaleça meu coração

E compartilhe com os outros

Pedindo pelo apoio que eu preciso

Para seguir esses votos”

 

Se fizer sentido pra você, compartilhe sem moderação!

Aguarde mais lembranças com o John em breve!!!

 

 

Ecomuna

Eu e Rafael morávamos em Florianópolis quando decidimos em uma conversa séria e olhando para o mar, que deveríamos mudar a forma em que levávamos a nossa vida. Com um filho de 3 anos e grávida outra vez, percebemos que não era justo com a gente, e nem com as crianças, a vida como estava. Eu, enfermeira, trabalhando no esquema de hospital, sem final de semana, sem feriados, enquanto ele viajava frequentemente a trabalho como técnico de campo em geofísica. Brian ia a escolinha e minha irmã me socorria e ficava com ele nos finais de semana. O decidido foi que tentariamos outra forma de viver, mais simples e com mais tempo para ficar com as crianças.

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O combinado era viajar até o Perú, viver como se vive por lá e aprender a simplicidade dos camponeses da região de Cusco. Alugamos uma casa simples, no campo, toda feita em adobe com um espaço para aprender a plantar. Para o sustento da familia fizemos vários trabalhos com jardinagem e vendas de alimentos produzidos em casa. Agora já sobrava tempo para estar juntos, fazer uma fogueira a noite e brincar com nossos filhos. Aprendemos a plantar e a construir com adobe e, principalmente, percebemos que poderiamos ter uma vida diferente.

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Um ano se passou… eu sentia saudades do Brasil, voltamos e nos instalamos em Alter do Chão, no Pará, dentro da floresta Amazônica. Minha mãe e um amigo nos ajudaram a comprar uma terra.
Começamos a construir nossa casa, com nossas mãos, ainda não está pronta. Quase tudo que utilizamos, construímos ou reciclamos. Construímos um banheiro seco e temos uma ducha externa.
Cozinhamos no fogão a lenha, construído por nós, porque acreditamos que seja mais saudável.

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Temos uma horta orgânica, com variedades de hortaliças, plantamos muitas árvores frutíferas.
Nosso filho frequenta uma escola que tem uma educação libertária e alimentação saudável. Pagamos a mensalidade com trabalhos de jardinagem e pretendemos implantar uma horta junto com as crianças na escola.

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Para conseguir algum dinheiro abrimos a Eccomuna Espaço Ecológico. Onde temos espaço para camping e oferecemos vivências na horta e em bioconstrução. O espaço está aberto para trocas sem moeda, onde o viajante colabora com os afazeres na horta ou na construção em troca de hospedagem. Temos a ideia de fazer um projeto ambiental para proteger a nascente vizinha de onde moramos e o lago que dá o nome ao lugar onde vivemos, Jacundá. Procuramos pessoas para nos ajudar nesse projeto. Nossa vida mudou muito. Hoje somos imensamente mais felizes. Temos tempo juntos e Com qualidade.

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Gostaria de convidar a todos para viver em contato com a natureza. E descobrir que a vida é muito mais do que pagar boletos e correr pro emprego.

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Quer conhecer Alter do Chão mas está sem grana para hospedagem? Vem ajudar a gente!! Precisamos de ajuda na horta e em bioconstrução. Os trabalhos sao feitos pela manhã das
9:00 as 12:00 porque a tarde é ótima para curtir a praia! Entre em contato ou passe essa dica para aquelxs amigxs viajante!! Curta nossa pagina e fique por dentro do que rola aqui!
https://www.facebook.com/Eccomuna/

Bhava – Biocosméticos Open Source

Quando iniciei o processo de conscientização sobre meus hábitos de consumo entrei em um caminho sem volta que eu não imaginava onde iria parar. Não parou ainda. Continua se aprofundando, muitas vezes em aspectos nos quais eu não havia pensado a princípio

Primeiro foi a fase da alimentação, que aliás continua até hoje porque estar consciente não é o suficiente para mudar hábitos tão profundamente arraigados. Depois foi a época dos absorventes ecológicos e do coletor menstrual, esses absolutamente inseridos na rotina, há anos. Teve também a febre das feiras de trocas, participei de muitas até chegar na Feira Grátis, que realizo agora. E no último ano a pesquisa foi no campo dos produtos de limpeza e higiene pessoal.

Inicialmente comecei a buscar marcas alternativas, com menos ingredientes nocivos, o mais naturais possíveis, que não fazem teste em animais, etc. Depois de um tempo comecei a sentir a necessidade de fazer eu mesma alguns produtos. Fiz a oficina “A Faxina Ecológica”, realizada pela querida Gabriela Ventapane, e desde então venho produzindo a maior parte dos produtos de limpeza que utilizamos em casa. Também aprendi a fazer pasta de dente, desodorante, repelente e o que ainda compro, sempre busco a melhor procedência.

 

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Gabriela Ventapane com a produção da oficina Faxina Ecológica

 

Comecei esse ano com o firme propósito de me aprofundar nesses experimentos e aprender a fazer novos produtos e nos últimos dias eu comecei a pensar em produzir aromatizadores com óleos essenciais de verdade, naturais e com efeitos terapêuticos. As sincronicidades da vida são tão incríveis que, antes mesmo que eu começasse a pesquisar as receitas, apareceu na minha linha do tempo a públicação de um casal de amigos que está lançando a Bhava, uma marca de biocosméticos totalmente Open Source!

Sabe o que isso significa?

Segundo a wikipedia:

“Código aberto, ou open source em inglês, é um modelo de desenvolvimento que promove um licenciamento livre para o design ou esquematização de um produto, e a redistribuição universal desse design ou esquema, dando a possibilidade para que qualquer um consulte, examine ou modifique o produto.”

Nesse caso isso quer dizer que todas as receitas, de todos os produtos que eles vendem estão disponíveis para que você possa prepará-los quando e onde quiser.

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Não sabe onde comprar os ingredientes? A lista de todos os fornecedores com os respectivos contatos está disponível também.

E as embalagens? Também tem os fornecedores de todas as embalagens. E tem a arte gráfica dos rótulos autoadesivos e das tags também.

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Você pode produzir cada um dos ítens na sua casa, com a marca e tudo. E vender, se quiser. Gente, será que só eu acho isso tão sensacional?

Você deve estar pensando: por que eles fariam isso? O que ganham em troca? Eles não tem medo que outras pessoas roubem seus clientes? Ou que os próprios clientes passem a manipular seus produtos e deixem de comprar deles? Eles estão predendo oportunidades de ganhar dinheiro!

Não, eles não tem medo. Esse casal, como eu, aprendeu a confiar na abundância. No paradigma da abundância não há porque ter medo. Ao contrário do que a sociedade nos ensinou a vida inteira, acreditamos que há o suficiente para todos. Como já dizia Gandhi, “No mundo há o suficiente para atender à necessidade de todos, o que não há é o suficiente para a cobiça de alguns…”

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Em primeiro lugar eles estão lançando uma marca, portanto vendem os produtos e, acreditem, a grande maioria das pessoas prefere comprar do que ter todo o trabalho de fazer. Mas mesmo essas pessoas gostam da sensação de intimidade, de conhecer o produto, de saber como ele é feito e saber que, se elas quiserem, elas podem fazê-lo.

E a concorrência? Bem, nós não acreditamos nesse conceito também. Outros produtores de biocosméticos estão convidados a testar as receitas, aperfeiçoá-las as ou criar novas e compartilhar. E assim as possibilidades se multiplicam exponencialmente. Para todos.

Eles Também dão cursos de biocosmético pelo Brasil, recebendo os custos da viagem e contribuições livres e conscientes. Mesmo tendo todas as receitas disponíveis, quem não gostaria de aprender pessoalmente com esses dois, que lançaram esse conceito incrível?!

Contribuições também podem vir de quem decide produzir e vender com a marca, mas apenas se, quando e quanto cada pessoa quiser. E de quem simplesmente simpatiza com aideia e quer ver esse conceito fortalecido.

Mas o que eles mais ganham, de verdade, é o prazer de fazer o que gostam, na ecovila deliciosa onde moram, sem relógios de ponto, sem medo da concorrência, sem metas de vendas e com muito amor.

“Bháva (भाव em Sânscrito)

Condição que confere poder às nossas realizações.
A entrega no fazer.
Exultar-se com o que se faz é uma das características do bháva.

Bháva condiz com a emoção de se ouvir uma determinada música ou assistir a um belo filme, contemplar um pôr-do-sol ou as estrelas no firmamento.

Significa praticar sem expectativas de resultado, simplesmente pela arte em si, como a força de vida presente na Natureza, atuando na mecânica do Universo.”

Eu lhe pergunto: você ainda acha que eles perdem algo? 😉

 

1ª Feira Grátis da Gratidão de Serra Grande

O Sarau Serra Viva é o evento mais divertido e gostoso (inclusive no sentido gastronômico) de Serra Grande. Acontece todo segundo sábado do mês e é o dia que todo mundo sai da toca e se encontra na praça. Desde que me mudei, participei do primeiro Sarau como degustadora, do segundo como expositora e neste último, além de expor, eu decidi fazer uma Feira Grátis da Gratidão, uma iniciativa que conheci no Rio de Janeiro, em 2013, sobre a qual já escrevi aqui, que parece uma feira de trocas onde não é necessário trocar, você leva o que quiser, ou nada, e pega o que quiser, ou nada. Simples assim.
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Eu adoro todos os formatos de feiras de trocas, considero elas uma das pequenas peças fundamentais na desconstrução da lógica consumista que alicerça nossa sociedade. Em tempos em que os recursos naturais do planeta vem sendo consumidos a uma velocidade alarmante, as pequenas resistências cotidianas à agressiva criação de demanda de consumo por parte da indústria não são modismo ou excentricidade, mas experimentações de vias alternativas de existência. Feiras de trocas provocam à reflexão sobre o que é realmente necessário, tanto na escolha do que iremos levar pra trocar, quanto na escolha do que iremos pegar em troca e ao mesmo tempo desmistificam a obrigatoriedade do dinheiro envolvido na satisfação das nossas necessidades.
Mas as feiras grátis vão além. São uma experiência de total desapego, por parte de quem doa, que o faz sem expectativa de receber algo em troca, pode acontecer ou não, e de legítima gratidão, por parte de quem recebe, que não precisa ter levado nada, embora receber sempre desperte nas pessoas o desejo de dar, e muitas acabam improvisando ou perguntando como fazem para contribuir na próxima. Esses dois sentimentos tão poderosos juntos criam uma atmosfera única, onde pequenas mágicas acontecem..
Não que esse formato seja uma novidade, muitas ecovilas possuem uma lojinha onde você pode deixar ou pegar o que quiser. Eu mesma já fui salva do gélido verão escocês pela Boutique, em Findhorn. Talvez por isso tenha surgido meu desejo de compartilhar essa experiência, para que outras pessoas possam sentir o prazer de encontrar algo que precisam, a abundância manifestada. Mesmo não sendo novidade, não é algo comum no Brasil e ainda desperta imensa surpresa na maioria das pessoas.
Fiz pela primeira vez na Virada Sustentável, em São Paulo, em setembro de 2015, e desde que cheguei aqui, no mês seguinte, senti vontade de fazer o mesmo no Sarau. Não foi difícil colocar a ideia em prática. Eu já havia separado algumas peças de roupas e outros itens para doação, durante a arrumação da mudança, Kaiuá separou vários livros, convidei um grupo de amigos pelo whatsapp e em poucos minutos várias pessoas se prontificaram a ajudar.
Cheguei pra montar a banca e logo chegou a querida Cínthia com um reforço de roupas e um monte de peças para bebês e brinquedos.  Marina e Beto vieram um pouco mais tarde, pra renovar a banca com duas mala lotadas de roupas femininas e masculinas, além de um monte de fraldas de pano que foram um tremendo sucesso!
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O primeiro ítem doado foi para uma menininha que deve ter uns dois anos. Passou, viu a boneca e ficou gritando neném, neném! A mãe não entendeu muito bem ficou um pouco constrangida quando dissemos que era de graça. O constrangimento é uma reação comum no início. É muito fora do nosso repertório de crenças ganhar algo de um desconhecido sem dar nada em troca.
Pouco depois apareceu um garotinho que deixou três livros e só depois foi ver se havia algo que ele queria. As crianças demonstram aceitar essas propostas com muita naturalidade. Um outro menino, um pouco mais velho, veio me dizer que havia gostado de um livro, mas que não queria acumular coisas em casa, perguntou se podia levar e devolver no próximo Sarau. Perfeito. Entenderam tudo!
Aos poucos as pessoas chegavam, curiosas, algumas perguntavam quanto custava uma coisa ou outra, a expressão de surpresa sempre se repetia quando confirmávamos que era de graça, cada uma mais divertida que a outra!
Não caberiam aqui todas as histórias que ouvi naquela noite, nem os muitos agradecimentos que recebi, mas eu não poderia deixar de registrar e compartilhar com vocês os momentos que mais me marcaram. Sinto que eu sou quem mais tem a agradecer por ter presenciado toda essa energia estagnada entrando em movimento e sendo direcionada para onde ela é realmente necessária.
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Teve a mulher que disse que levaria só a ideia e tirou várias fotos das plaquinhas. Ela achou a iniciativa incrível, mas disse se sentir constrangida demais para pegar algo sem dar nada em troca!
Teve o rapaz que usava só uma canga enrolada na cintura, veio trazido pelo amigo que insistia que ele precisava de uma roupa. Ele olhou, olhou e disse: sabe, eu não preciso de nada! E saiu sorrindo!
E teve outro que ficou tão feliz com duas bermudas e uma camiseta que me deu um beijinho! Calma gente, era de côco! 🙂
Teve a moça que, andarilha como eu, nem queria olhar as coisas, pois não quer carregar peso, mas precisava da parte de baixo de um bikini. Veio olhar a mala e encontrou várias, pôde escolher!
E a outra que ficou encantada em ganhar a cartucheira e me deu um pedaço de pizza, depois pegou uma sandália e me disse que eram as duas coisas que ela mais precisava no mundo. O sorriso que se abriu no rosto dela não tem preço!
E as fraldas de pano da Marina! Ah, essas fraldas! Fizeram cinco mamães felizes, inclusive uma futura mamãe que ganhou o primeiro presente do seu bebê!
Além da pizza e do beijinho, ganhei bolo e biscoito de amendoim. Foi minha vez de ficar constrangida. Eu não fiz a banca pensando em receber nada em troca. Mas a comida me foi ofertada com tanta boa vontade e eu estava com fome, achei que seria contraditório de minha parte não aceitar, afinal era a minha necessidade sendo atendida sem a necessidade de pagar.
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Tem quem não goste da iniciativa, tem quem diga que eu sou boba e deveria vender esses produtos pra ganhar um dinheiro ou doar ra uma instituição “que realmente esteja precisando”.  O que eu digo pra essas pessoas? Me desculpem, mas parece que vocês não entenderam nada…
Não, eu não espero salvar o mundo fazendo feirinhas, não seria tão ingênua assim… Mas acredito nas pequenas ações que põe em cheque nossas crenças agindo por contágio positivo nas pessoas do nosso convívio. Pouco a pouco mudamos crenças, mudando crenças mudamos mundos…
ps: No momento estamos sem equipamento fotográfico, por isso não registramos nossa feira. As fotos utilizadas nesse artigo foram abundantemente compartilhadas por realizadores da Feira-grátis da Gratidão de todo o Brasil. Se você é autor de uma das fatos, por favor, me envie seu nome para que eu possa colocar os créditos! 🙂

A polêmica da couve

Postamos esse simples banner, que você está vendo aí em cima, na página do Destino Sustentável no facebook. Foi (e continua sendo) o post mais polêmico de toda a história da página, eu fiquei abismada como esse assunto mexe com as pessoas. Aqui está o link do post, caso você queira ver lá. Seguem alguns números, pra você entender do que estou falando:

Compartilhamentos: 42.380
Curtidas: 3.962 (mais do que um terço das curtidas da página!)
Alcance; 2.682.697 (sim 2 milhões! Isso é surreal…)
Comentários: Ah, Os comentários… Só lendo! Mas adianto que é inviável ler todos! Por isso seguem alguns, optei por não citar os nomes, mas se você reconhecer um comentário como seu (ou quiser assumir um) é só mandar uma mensagem que nós incluímos:

Começando com aqueles que gostaram:

Oba, eu adoro couve!!!”

Amei, eu que não gosto de carne nenhuma, vou me afogar na couve.”

“Que bom vou plantar couve!”

“Couve é vida!”

“Um suco de couve pra nós por favor.”

“Isso sem falar das fibras!!!”

Passando pelos engraçadinhos… Me divirto!

“Fulana, VC vai ficar verde igual ao Hulk de tanto comer couve”

“A couve tem tanto ferro, que na hora da colheita, temos que jogar fora as folhas enferrujadas. Ui!!”

“Entäo pq ela é mole?”

“Melhor vitamina que existe é a grama. O elefante come? Grama. O hipopótamo come? Grama. O búfalo come? Grama. O ser humana come? Grama. Sabe, como quando é pesada a mortadela, compramos 200/300/ 500 gramas, kkkkkkkkkkkkk”

Tem aqueles que são uma questão de gosto. Não se discute…

 “Só não é tão gostosa quanto os dois.”

“Mas o gosto daquele bifão bem temperado e bem passado é melhor.”

“Nada como um bife e um leite com Toddy.”

“E tem um gosto horrível.”

“Odeio couve. Mas é interessante!!”

 “Prefiro a carne mais adoro couve.”

Alguns poucos depoimentos:

“Fui curado de úlcera e gastrite, tomando em jejum uma folha de couve com um copo de leite toda manhã.”

“E muito bom pra saúde o médico já me disse mesmo isso.”

Acrescento o meu: “eu era vegetariana quando engravidei do Kaiuá, acabei comendo carne durante a gravidez, mas bem pouca, tipo 1 x por mês no início, um pouco mais nos últimos dois meses. O médico me indicou uma suplementação de ferro, pois eu corria o risco de ter anemia. Eu decidi suplementar com o suco de couve, limão e melaço de cana (também rico em ferro) e não tive anemia. Vocês podem até dizer que foi o melado, mas era pouco, não tenho o hábito de ingerir sucos muito doces.”

E tem esse de uma senhora que está precisando conhecer mais gente!

Conheço pessoas Q. Estão indo nesta conversa e estão que nem um palito acho que vão morrer de fome a couve é apenas um complemento..”

Acho que vou apresentar um amigo pra ela:

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Felipe Garcia do Carmo, Personal Treiner vegano

Felipe Garcia do Carmo – Fefeu –  Fisiculturista vegano

Instagram: @felipeveganbodybuilder

 

Tiveram também os comentários ofensivos, que nem merecem ser citados…

E aqueles mais questionadores, alguns bem técnicos, que são o motivo de eu estar escrevendo esse post:

“Qual a quantidade em massa de couve tem em proporção mais ferro e cálcio que a carne e o leite respectivamente?”

Ela está certa, bem como outros leitores que fizeram comentários na mesma linha. Atualmente somos duas pessoas publicando nessa página, eu não havia compartilhado essa imagem, devido a imprecisão das informações. Copo, bife e folha não são quantidades que possam ser comparadas. Mas minha parceira publicou e sou muito grata a ela pela polêmica levantada, oportunidade de aprendizado para todas as partes, e pelas informações coletadas!

“Esqueceu de dizer que a biodisponibilidade dos minerais é mais baixa. Não é tão simples assim!”

“Sim e verdade, mas não tem uma assimilação tão boa como o ferro ou cálcio de origem animal.”

“O ferro de vegetais precisa ser ingerido com uma fonte de vitamina c, senão o nosso organismo não absorve.”

Biodisponibilidade é o percentual que chega a circulação sistêmica de uma determinada substância ingerida. É possível estimar a biodisponibilidade de um alimento, mas é impossível calcular a real biodisponibilidade sem saber com quais outros alimentos ele foi ingerido, tendo em vista que substâncias diferentes reagem entre sí de formas diferentes, aumentando ou diminuindo a biodisponibilidade das mesmas. Taí o motivo do limão no suco de couve, o ácido ascórbico (vitamina C) aumenta a biodisponibilidade do ferrro. Veja mais sobre o suco verde aqui.

Esse leitor, mais acadêmico, também fala sobre biodisponibilidade:

“São tipos diferentes de ferro. O ferro dos vegetais nem se compara ao ferro das carnes. Não é à toa que, por força de lei, as farinhas de trigo devem ser enriquecidas com ferro (e com iodo), pois nem toda a população tem acesso à carne vermelha que é de longe a melhor fonte de ferro do mundo. Deem uma olha nesse artigo e entendam melhor. “

E aqui, o mesmo leitor fala sobre as quantidades, de novo:

Segundo esse outro artigo, do mesmo site , a quantidade de couve equivalente a 240g de leite (aproximadamente, um copo), é de 275g e, com certeza, uma folha de couve não tem 275g…”

Agora as tabelas!

“Só dizer que tem mais isso ou aquilo não é parâmetro, cade as tabelas nutricionais de sites confiáveis para afirmar isso? Na tabela TACO da Unicamp o bife apresenta muito mais ferro do que a mesma porção de couve, é cerca de 2,6mg no bife para 0,5mg na couve em uma porção de 100g, ou seja, 5x mais ferro, e praticamente o mesmo nível de cálcio, 131mg para a couve e 123mg para o leite.”

Como você vai reparar, se comparar com a da Unicamp, logo abaixo, essas tabelas nutricionais não são tão confiáveis assim. A quantidade de um determinado nutriente em um vegetal varia imensamente de acordo com o tipo de solo e as técnicas de cultivo utilizados na produção. Pode ser que na carne varie também, de acordo com a alimentação do gado, mas sobre isso não tenho certeza. Isso significa que mesmo comparando a mesma quantidade de massa os resultados podem variar drasticamente de acordo com as amostras utilizadas.

Feita essa consideração compartilho essa série de comentários de um mesmo leitor. Eu quero agradecer profundamente pelas informações que ele me poupou de procurar!

 1. Comparações diretas tem que ser feitas com quantidades iguais, por ex. 100g. Essa comparação não definiu quantidades iguais. 

Como já disse, ele está certíssimo.

2. Uma folha grande de couve-manteiga crua pesa cerca de 40g, portanto se fossemos comparar, isso seria menos que 1/2 bife (1 bife pesa em média 100g) ou 1/5 de um copo de leite (200ml), ou seja, quantidades que não servem para efeito de comparação.

Perfeito.

3. 100g de couve-manteiga crua (2,5 folhas de couve e não 1 folha) tem cerca de 1,47mg de ferro e 130mg de cálcio.

Já sabemos que isso pode variar em diferentes amostras.

4. 100g de carne de boi, dianteiro, parte magra, tem 1,92mg de ferro. (GANHOU na comparação direta);

Logo, de acordo com esses dados, num cálculo grosseiro, 3 ou 4 folhas de couve teriam o ferro equivalente a 100g de carne bovina.

5. 100g de fígado de boi refogado/frito, tem 6,54mg de ferro. (HUMILHOU na comparação direta);

Eca, quem falou em fígado por aqui? Mas já disse, gosto não se discute. Em todo caso o fígado humilhou o bife também.

6. 100g de leite integral/desnatado tem cerca de 130mg de cálcio. (EMPATOU na comparação direta);

Aqui cabe dizer que a biodisponibilidade do cálcio do leite é quase zero em seres humanos… Ué, mas leite não é bom pra quem tem artrose? Não, esse é um mito promovido pela indústria do leite e endossada por médicos patrocinados pela mesma. Uma verdadeira máfia, mas isso é tema pra um outro texto. E, nesse caso, eu não sei de nenhum outro alimento que, quando combinado, aumente essa biodisponibilidade. Achocolatados em geral e café certamente não, pelo contrário.

7. Uma folha de couve = 40g, logo 0,58mg de ferro, e 1 bife de 100g tem entre 1,92-6,54mg de ferro, portanto o couve perdeu feio nessa comparação…

Bem ele mesmo disse que um folha não podia ser comparada com um bife e nós já reconhecemos isso nesse texto.

8. Fonte: Tabela de Composição Química dos Alimentos – UNIFESP (tem no google)

O último comentário é sobre o excesso do consumo de couve:

“Mas é prejudicial para hipotireoidismo!”

Sobre isso, nenhum alimento em excesso faz bem. Nem água… Já dizia o ditado popular “a diferença entre o veneno e o remédio está na dose!”

Vale lembrar que todo vegetal verde escuro é rico em ferro, eles devem ser consumidos com regularidade na alimentação vegetariana ou vegana. Lembre-se do Popeye!

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E pra descontrair, depois de tanta polêmica, segue um vídeo da Jout Jout, também polêmico, porque se não for divertido não é sustentável!

 

 

 

 

Bahia

Bahia, Bahia, Bahia que não me sai do pensamento… Já dizia Caetano…

Quando comecei o destino sustentável, com a inocente pretensão de viajar todo o Brasil em um ano, eu tracei um roteiro imaginário que passava por todos os estados do país. Era um movimento circular, que poderia começar em direção ao sul ou nordeste. Quem me conhece de perto sabe que naquela ocasião eu disse que não iria começar pela Bahia, pois corria o risco de nunca mais sair de lá. Pois é… Então…
Durante cerca de três meses percorremos o sudeste do Brasil, com exceção do Espírito Santo, e conhecemos iniciativas diversas e muitas pessoas incríveis que vocês já tiveram a oportunidade de ver por aqui.
Em dezembro fomos passar o final do ano com a família do Kaiuá, na Chapada Diamantina, e foi aí que a Bahia começou a me laçar novamente… Acabamos ficando quase três meses entre o Vale do Capão, Trancoso e arredores e não foi fácil ir embora, mas nós conseguimos! Só que não por muito tempo!
Eu pretendia seguir viagem e conhecer o sul do Brasil e todas as iniciativas que estão surgindo por lá. E olha que não são poucas! Além disso tinha que me concentrar na primeira viagem internacional do Destino Sustentável com o projeto Destino Colaborativo, idealizado pela minha amiga Patrícia Ribeiro enquanto eu estava na Bahia.
Mas a vida gosta de aprontar suas surpresas e mostrar que nós não estamos no controle absoluto das coisas! Pouco mais de 40 dias depois lá estava eu na Bahia novamente! Fui fazer um curso de aprofundamento no Dragon Dreaming, em um cantinho muito especial desse imenso estado chamado Serra Grande.
O curso foi muito bacana e rendeu um projeto super potente: a criação de uma rede de pais interessados em novas formas de aprendizagem. Realizamos um encontro com pais de toda a região sul da Bahia e alguns representantes de outras partes do estado na Ecovila Aldeia. A rede continua crescendo, se fortalecendo e em breve realizará seu segundo encontro. Movimento lindo de viver!
Mas isso não foi tudo! Além da Aldeia conheci Piracanga, fiquei três dias por lá, senti a força do lugar e percebi que é preciso muito mais tempo para compreender a complexidade socio cultural dessa polêmica ecovila. Recomendo a todos que pensam em conhecer e ouvem as informações pais diversas e extremas possíveis, como eu ouvia e ainda ouço, que façam uma visita, vejam com seus próprios olhos, sintam na pele e na alma. Cada experiência é única e o lugar pode lhe reservar gratas surpresas e muitas reflexões.
Passei também alguns dias com a minha grande amiga Natália, na sua fazenda Pura Vida, onde é produzido o chocolate Tiuá. Só alegria estar com essa irmã, viver o seu intenso dia a dia, contribuir um pouco com o trabalho que nunca acaba e comer muito chocolate! Essa experiência merece um post só pra ela que pretendo escrever em breve.
Por hora o que quero compartilhar com vocês não é uma grande novidade para quem me conhece: a Bahia me conquistou novamente… E o que isso significa? Vou parar de viajar? Acabou o Destino Sustentável? De forma alguma. Viajar está no meu DNA, sempre fez e sempre fará parte da minha vida. E o Destino Sustentável, como já falei pra vocês, está só crescendo, se multiplicando, ganhando novos e múltiplos rumos! Mas desde o início do ano sinto que nós precisamos de um porto, um lugar seguro pra voltar depois de grande aventuras, onde possamos plantar e colher, em muitos sentidos, um cantinho pra chamar de nosso. Sinto que eu encontrei esse lugar!
Em outubro estamos indo para um período de experiência, para uma imersão profunda, para uma viagem interna nessa longa jornada da vida. Na minha cabeça me programei para ficar seis meses por lá e entender se é isso mesmo. Claro que tudo muda o tempo todo, principalmente quando você se joga no fluxo da vida. Essa experiência faz parte da nossa caminhada rumo a um Destino Sustentável. Por isso compartilharei todas as novidades com vocês.

Novos Destinos

Queridos passageiros,
um longo tempo se passou desde o meu último post… Foi um período de avaliações, profundas reflexões e grandes transformações! Hoje volto com algumas novidades e notícias fresquinhas!
O Destino Sustentável não é mais apenas um projeto, é uma família que cresce a cada dia, a cada nova viagem, a cada pessoa ou lugar que conhecemos. E nós queremos dar voz a essa família! Aguardem novos artigos, novas colunas e muitas participações especiais!
E pra começar gostaria de celebrar nossa principal colaboradora! Júlia Deméter que está comemorando um ano conosco é a principal responsável por tantas notícias bacanas compartilhadas em nossa página no facebook! Em breve ela vai começar a escrever por aqui também, vem coisa muito boa por aí!
Aos poucos apresentarei pra vocês novos parceiros, novos projetos, novos olhares sobre a caminhada para um Destino Sustentável. Se você quer se tornar um colaborador entre em contato conosco, estamos esperando por você!

O tambor do Coração

Quando expressamos nosso desejo de união reclamando nossa paixão pela vida, os tambores de nossos corações chamam outros. Quando encontramos alegria nos feitos cotidianos, recebendo cada dia com genuína excitação, atraímos outros. O dom de um ponto de vista positivo é um imã seguro que cria curiosidade nos demais e desperta neles o desejo de descobrir essa classe de felicidade. O tambor do coração toca uma melodia que não se pode negar quando há também luminosidade em nossos passos e nossos olhos brilham.

Os antepassados chamaram este estado “Caminhar com a Beleza”. Quando uma pessoa caminha pela vida desta maneira tão alegre, encontrou a união com o EU e podem compartilhar esse amor com outros. O tambor de seu coração chamará os que podem compartilhar esse amor com outros. O tambor de seu coração chamará os que podem reconhecer o espirito da canção do coração feliz.

Quando estamos desanimados, podemos trocar a melodia triste do nosso coração tratando de encontrar coisas que admiramos e apreciamos de nossas vidas. Mudando nossos pontos de vista para a gratidão, não atrairemos gente negativa até nós. O tambor de nosso coração não pode chamar almas tristes e miseráveis quando está repleto de louvores.

 Trecho do livro “A medicina da Terra”, de Jamie Sams

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Tanto – Aline Frazão


Pra embalar a semana compartilho o trabalho belísssimo da angolana Aline Frazão.

Tanto

É tanta luz aqui que até parece claridade
É tanto amigo aqui que até parece que é verdade
É tanta coisa aqui que até parece não há custo
É tanta regra aqui que até parece um jogo justo
É tanto tempo aqui que até parece não há pressa
É tanta pressa aqui que até parece não há tempo
É tanto excesso aqui que até parece não há falta
É tanto muro aqui que até parece que é seguro

Tanto, tanto
Na embriaguez de encanto
É tanto “tanto faz”
Que ninguém sabe quem fez
Mundo gira mundo
Mundo vagabundo
Não olhe senão vês

É tanto pausa aqui que até parece não há esquema
É tanta história aqui que até parece um problema
É tanta festa aqui que até parece sexta-feira
É tanta dança aqui que até parece a das cadeiras
É tanto flash aqui que até parece que ilumina
É tanta frase aqui que até parece que resolve
É tanto ecrã aqui que até parece um grande evento
É tanta força aqui que até parece um movimento

É tanta coisa aqui que até parece não há custo
É tanta regra aqui que até parece um é jogo
É tanto excesso aqui que até parece não há falta
É tanto dano aqui que até parece ninguém nota

Tanto tanto
Na embriaguez de encanto
É tanto “tanto faz”
Que ninguém sabe quem fez
Mundo gira mundo
Mundo vagabundo
Não olhe se não vês

Suco verde

Mais uma semana se inicia e os organismos saturados de chocolate pedem socorro! Hoje eu estou recomeçando um desafio, recorrente na minha vida, de ingerir um suco (verde, amarelo, vermelho, roxo…) pela manhã, em jejum, todos os dias, antes do café da manhã. Eu sempre faço isso por alguns períodos, um dia ainda vou conseguir que vire rotina, pois considero a melhor maneira de acordar o estômago depois de uma noite longa em repouso. Em jejum todos os nutrientes do suco são absorvidos muito mais rápido, é uma explosão de energia!

Aproveito para compartilhar minha receita básica de Suco Verde. Esse suco pode e deve ser adaptado de acordo com os legumes e hortaliças da época ou disponíveis na sua despensa, o importante é que contenha:

  • Folhas verde escuro comestíveis, que são ricas em ferro: couve, espinafre, hortelã, salsinha, capim santo, “grama” de trigo, folhas de acerola, laranja, limão, use o que você gostar mais e tiver disponível;
  • Uma fruta rica em vitamina C, para aumentar a absorção do ferro pelo organismo (limão, laranja, acerola…)
  • Uma raiz (cenoura, beterraba, inhame, batata doce…);
  • Grãos germinados (girassol, aveia, trigo, gergelim…)

Assim, representamos todas as partes de uma planta em um único copo de suco (raiz, folha, fruta e semente).

Além disso costumo usar em todos os sucos:

  • Maçã, funciona como adoçante natural, dispensando completamente a necessidade de açúcar ou mel, se sentir necessidade de adoçar mais você pode usar um pouco de melado de cana ou açúcar mascavo, mas evite;
  • Pepino, serve para pilar os outros ingredientes o liquidificador e acrescenta bastante líquido ao suco, que não deve conter água.

Após higienizar todos os ingredientes bata-os no liquidicador aos poucos, começando pelos itens que tem mais água e utilizando o pepino como pilão. Após bater todos os ingredientes você terá um suco espesso, que deve ser coado em um filtro de voal, para separar o suco das fibras. Tem gente que toma sem coar, mas a consistência é um pouco difícil (eu diria intragável), eu não consigo.

Os filtros de voal podem ser comprados facilmente na internet, ou você pode fazer o seu, é bem simples, não tem mistério. Eu acabei de fazer vários para vender e completar minha inscrição em um curso. Se eu fiz, você também consegue!

Depois eu conto por quantos dias consegui manter o desafio…

Chocolate Tiwá

Hoje é domingo de Páscoa e não há cristão ou ateu que resista a um bom chocolate! Me incluo nesse grupo, sou chocólatra assumida! Controlada, mas assumida! Mas o que seria um bom chocolate? Você acha que todos são bons? Doce ilusão…

Em um mundo onde o lucro a qualquer custo é a prioridade absoluta, a Indústria do chocolate não fica pra trás. Utiliza fórmulas que reduzam os custos, mesmo que isso signifique substituir os ingredientes por outros com baixíssimo ou nenhum valor nutritivo, como a gordura hidrogenada, por exemplo. Entretanto o baixo valor nutricional e as consequências para sua saúde não são a única questão aqui.

Essa mesma indústria busca matéria prima de baixo custo, proveniente em sua maioria da Costa do Marfim, o que quase sempre significa condições de trabalho indignas para os lavradores, incluindo trabalho escravo infantil. Você já pensou trabalhar uma vida inteira colhendo cacau e nunca ter experimentado chocolate? Não dá pra imaginar? Pois é… Na verdade esses lavradores estão preocupados em comer, qualquer coisa, pois muitos passam fome. Não deixe de ver o documentário abaixo:

O lado negro do Chocolate

E agora? O mundo está perdido? Existiria um chocolate produzido a partir de cacaus orgânicos, em um sistema equilibrado com a natureza, plantados por trabalhadores bem remunerados e com condições de trabalho dignas?  Já imaginou? Pois ele existe!

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Produzido em Serra Grande, na Costa do Cacau, em uma pequena agrofloresta, o chocolate Tiwá, do tupi abundância, é vendido em Barras de 60%, 70% e 85% de cacau. Eles também fornecem nibs (amendoas) de cacau crú. O cacau é um super alimento riquíssimo e nutritivo, o que faz mal são os outros ingredientes utilizados na preparação dos chocolates que encontramos por aí. E o excesso, claro.

Ficou curioso? Quer experimentar? Entre no site deles e faça já sua encomenda! Não precisa esperar a próxima Páscoa!

Seja um chocolatra seletivo, verifique os ingredientes e a procedência do seu chocolate e coma sem culpa!