Matrix

Quando o filme Matrix foi lançado, em 1999, lembro de que foi um marco na indústria cinematográfica. Tanto pelos efeitos especiais quanto pela estória narrada. Matrix, segundo os autores, era um programa de computador criado para controlar as projeções mentais dos humanos enquanto seus corpos adormecidos eram utilizados como fonte de energia para as máquinas. Gosto de escrever e quem escreve sabe, ou pelo menos deveria saber, a responsabilidade que esta habilidade carrega. Quem escreve reinterpreta da realidade a seu modo. E, quando um grande público é alcançado, a escrita é capaz moldar a realidade de milhares de pessoas. Por isto assumi um compromisso comigo mesma. Só escrevo sobre realidades positivas. Só escrevo um futuro no qual eu gostaria de fazer parte.

O filme Matrix mostra de forma bem pessimista, no entanto, bastante contundente a prisão que foi criada para manter a humanidade sob controle. No entanto, a prisão que vivemos atualmente não foi criada pelas máquinas, mas pelos homens. A maioria das pessoas tem sido manipulada com o único objetivo de servir de combustível para o sistema financeiro, para as indústrias e governos.

O filme nos ajuda a ter uma ideia de que o ser humano, neste sistema, é manipulado de tal forma que muitas vezes prefere viver o sonho do que a realidade sombria que é apresentada dentro da nave. Da mesma forma, muitos de nós prefere assistir novelas a ler um livro esclarecedor. Prefere ir à Disneylandia todos os anos do que ir à África para diminuir a injustiça social no mundo. Prefere se anestesiar nas drogas e bebidas do que descobrir a viagem interior em busca de nossa essência.

Qual é o objetivo de estar vivo? A Terra é o único planeta habitado no universo? Por que em tantos lugares do mundo a figura de Deus é passada de geração em geração? Por que a ciência e a tecnologia não foram capazes de nos trazer paz, harmonia e felicidade? Assim como no filme, nossa prisão é mental. E esta prisão é a ilusão de acreditar que o homem é apenas um pedaço de carne e que a morte é o fim de tudo. O homem é filho da Terra, mas é também filho do Sol. Não só o homem, mas tudo o que há na face da Terra. Somos parte matéria e parte energia.

A matéria tem prazo de validade, mas a energia é eterna. O homem que continua prisioneiro deste sistema opta por acreditar que a morte é o fim. Eu prefiro acreditar que a morte, ao final de uma vida produtiva, é o começo da vida em forma de energia. O corpo físico em si não é a prisão. Muito menos a natureza ou a tecnologia ou o sistema financeiro. A nossa prisão, que foi lindamente exposta no filme Matrix, é mental. Basta uma decisão, para que todo o sistema caia por terra. Você escolhe a pílula azul ou a pílula vermelha?

Raquel Teodoro